domingo, 1 de abril de 2012


INSTITUTO RICARDO BRENNAND – RECIFE - BRASIL

O Instituto Ricardo Brennand fica em Recife, próximo ao campus da UFPE e do IFPE.

Logo na entrada, o visitante é recepcionado por uma linda entrada margeada de palmeiras imperiais, que dá a primeira noção do que vai ser visto. Deixamos o carro no estacionamento, que é bem amplo e nos dirigimos para o conjunto das construções (são três prédios).


A primeira surpresa é o estilo das construções, sendo o complexo conhecido como Castelo São João, exatamente por isto, parece um castelo medieval, apesar de se tratar de uma construção recente. As construções têm alguns detalhes interessantes, como uma ponte levadiça, altar gótico e vitrais lindíssimos!





Quando chegamos, fomos ao prédio onde está exposta a coleção de objetos históricos de diversos períodos, o que inclui esculturas, pinturas, desenhos, porcelanas, arte religiosa, tapetes, enfim, um acervo tão vasto que uma visitinha de algumas poucas horas não é suficiente para se apreciar tudo! Também fazem parte do acervo documentos, livros, moedas e mobiliário.





Na entrada, tem uma fonte, com uma escultura, onde os visitantes jogam moedinhas e formulam um desejo!



Em um outro prédio fica a exposição de armas brancas, com um dos maiores acervos do mundo, com mais de três mil peças, incluindo todos os tipos de instrumentos perfurantes e cortantes, decorados ou não, além de armaduras inteiras, vindos de várias partes do mundo.





São tantas as obras em exposição e que merecem uma visita mais demorada para que se possa ter a exata noção do que está à vista do visitante.



E, além disto, não se pode deixar de falar do imenso parque que circunda os edifícios, onde são expostas um sem número de esculturas, dentre elas uma cópia da famosíssima David, de Michelangelo.



Os bancos espalhados pelo parque são também uma atração. Vejam aí embaixo!!!


Chama a atenção o fato de o lugar ser super bem cuidado, com imensos gramados e, como não poderia deixar de ser, tivemos uma boa surpresa ao sairmos do local: as garças estavam se preparando para o seu sono, ocupando os seus lugares nas árvores próximas ao lago!

Um belo espetáculo da natureza!!

sexta-feira, 23 de março de 2012


TURISMETRÔ – SÃO PAULO - BRASIL



São Paulo, por seu tamanho e quantidade de opções, é destino de muitas pessoas, seja para fazer turismo ou para negócios, mas existe uma opção diferente para olhar pontos interessantes da cidade, o Turismetrô, que tem cinco roteiros pelos locais históricos em sábados e domingos, com guias bilíngües e especializados. E o deslocamento é feito pelo metrô!!!



Tudo começa na Estação da Sé. Primeiro, escolhemos uma entre as cinco opções de roteiros – o primeiro, Turismo na Sé - que o programa oferece, fazendo a inscrição em seguida (tem que fazer com até trinta minutos de antecedência) no balcão exclusivo lá existente. Depois compramos os bilhetes necessários!


Durante o percurso, os guias contam a história de São Paulo e há intervenções artísticas realizadas por atores que interpretam diferentes personagens em alguns pontos dos trajetos, contando curiosidades de uma forma divertida e dinâmica.


Saímos com destino a Estação São Bento. A partir daí, visitamos a Igreja de São Bento (com visita interna); Largo de São Bento; Praça Antônio Prado; Rua 15 de Novembro; Rua do Comércio;Largo do Café; Praça do Patriarca; Igreja Santo Antônio; Rua da Quitanda; Centro Cultural Banco do Brasil (com visita interna); Pateo do Collegio (com visita interna); Capela do Beato Padre Anchieta; Casa nº 1; Beco do Pinto; Solar da Marquesa (com visita interna); Centro Cultural da Caixa Econômica; Praça da Sé; e Marco Zero Catedral da Sé (com visita interna à Catedral).



O passeio dura cerca de 3 horas e é todo feito a pé, por isso é preciso ter uma certa disposição, mas o esforço é recompensado, porque a exposição dos guias equivale a uma verdadeira aula de história e a apresentação dos atores é realmente surpreendente!


Ademais, os detalhes da arquitetura desses imóveis seculares são de um esplendor indescritível!

O prédio do Centro Cultural Banco do Brasil data de 1927 e é extremamente bem conservado; possui muitos detalhes em latão que, de tão dourado, parece ouro. Para visitar o antigo cofre do Banco, que fica no subsolo do prédio, pegamos um elevador daqueles bem antigos, com portões de ferro. Lá, nos deparamos com as portas originais do cofre que impressionam pela largura, tamanho e peso.




É incrível como poucas pessoas conhecem essa opção de passeio em São Paulo! Esperamos retornar para fazermos os outros roteiros e conhecer mais da grande metrópole do Brasil!..


sexta-feira, 16 de março de 2012


BAALBEK - LÍBANO


O Líbano, país pequenino com pouco mais de 10.000 km2, encravado no Oriente Médio, em zona conflituosa desde há muito, reserva boas surpresas a seus visitantes.


A capital é uma cidade alegre, com uma vida noturna intensa e vem tentando se recuperar das guerras que assolaram o país em um passado recente.

Dentro de um território tão pequeno, é espantosa a variedade de atrações que se oferecem aos turistas.

Um litoral belíssimo, banhado pelo Mar Mediterrâneo, montanhas nevadas e muita história, espalhada em todos os lugares, podendo se fazer referência às cidades de Tiro – onde há ruínas em profusão -, Sidon, Biblos e outros lugares que merecem uma visita, como a Harissa e a tumba do escritor Gibran.

Mas o lugar que mais nos impressionou foi Baalbek, cidade localizada no Vale do Bekaa, mais especificamente a cidade antiga, que se compõe de ruínas do período greco-romano, e que é patrimônio mundial.
A cidade fica a uma distância aproximada de 90 km da capital, Beirute, tendo o nosso deslocamento sido feito de carro, contemplando lindas montanhas cobertas de neve, já que viajamos no inverno. As estradas são sinuosas, com alguns trechos precários, lembrando certas estradas do nosso Brasil.

Chegando lá, a grandiosidade dos monumentos impressiona!

Baalbek, segundo os registros, foi uma cidade fenícia, onde se cultuava o deus Baal – lembram das aulas de história? -, deus das tempestades e da chuva, passando posteriormente a ser chamada de Heliópolis, que quer dizer Cidade do Sol.

Atualmente, é possível a visitação ao complexo de três templos da época romana, dedicados aos deuses Baco, Júpiter e Vênus.

O templo que está em melhor estado é o de Baco, com arquitetura peculiar, sendo possível entrar e apreciar os detalhes da decoração, de entalhes, que descrevem o culto àquele deus. Foi-nos informado pelo guia que a Igreja da Madalena em Paris teve inspiração neste templo.


Por sua vez, do templo de Júpiter somente restaram seis colunas enormes de granito, com 22 m de altura e 2,20 m de diâmetro, constando que, originalmente, existiam doze destas colunas.


Ainda existem resquícios do templo de Vênus, que tinha planta original circular.


O que ainda se vê de Baalbek resistiu a vários terremotos, sendo que o ocorrido em 1759 causou o desmoronamento de três das nove colunas ainda existentes na época no templo de Júpiter.

A impressão causada pela grandiosidade é enorme! Curioso imaginar como seria aquela cidade em seu pleno esplendor!

Para percorrer as ruínas, tivemos o acompanhamento de um guia libanês contratado no local mesmo, que morou por muitos anos no Brasil, falando consideravelmente bem o nosso idioma, o que facilitou a compreensão sobre os lugares e detalhes do local.

Atualmente, no verão, ocorre nas ruínas o Festival Internacional de Baalbek, evento cultural, onde se apresentam artistas do mundo inteiro.


E, ao retornar, na estrada, ainda fomos presenteados com este pôr do sol!!

segunda-feira, 12 de março de 2012


FORTE SÃO MARCELO – SALVADOR - BAHIA
Salvador é conhecida por sua beleza arquitetônica colonial, seu litoral recheado de belíssimas praias e a alegria dos seus moradores, que culmina em um dos melhores carnavais do Brasil.

São muitas suas atrações: o Pelourinho, a Barra, inúmeras igrejas, diversos museus interessantíssimos e muita, muita festa, tudo com um bom astral contagiante.

Mas existe lá um lugar mais que especial. Um forte localizado em plena Baía de Todos os Santos, com acesso somente por barco, o Forte São Marcelo.


A construção do São Marcelo remonta o ano de 1650, com a finalidade de proteger a cidade, que, na época, resumia-se somente a uma parte da atual Cidade Alta e também da Cidade Baixa, nas proximidades do Elevador Lacerda. Sua conclusão somente ocorreu em 1728, ou seja, 78 anos depois.

Avista-se o forte da parte de cima da cidade, quando se sai do Elevador Lacerda e está bem pertinho do Mercado Modelo. O acesso se dá em embarcações, com passagens vendidas no Centro Náutico, que fica nas proximidades do mercado, sendo uma viagem rápida e sem sustos.

Resolvemos conhecer o local e, de quebra, almoçar no restaurante ali instalado, o Buccaneros, de cozinha contemporânea e decoração náutica, e com o bônus de ter uma vista absolutamente maravilhosa de Salvador.


Antes disso, e logo depois de entrar na fortaleza, passamos a explorá-la.
O forte é guarnecido com uma muralha em formato circular, com um torreão no centro, sendo que, em suas dependências, existe um museu com material sobre as rotas de navegação, sobre a rotina do forte, além da história de Salvador na época, o que atiçou a curiosidade das crianças e nossa também.

Depois do almoço, descansamos um pouco e resolvemos fazer o passeio na caravela Príncipe Regente, uma réplica das antigas caravelas.



A tripulação vem vestida a caráter, relembrando a época do descobrimento, dando um toque pomposo. Éramos poucas pessoas para embarcar na caravela, que faz um tour na Baía de Todos os Santos, do Forte Mont Serrat até o Santo Antonio da Barra, com a descrição dos locais por onde passamos e o que ali ocorreu no passado. Boa aulinha de história!! 


Quando do retorno, atracamos novamente no Forte São Marcelo, desta vez para apreciar o belíssimo pôr do sol que nos aguardava, e, para ver melhor, escalamos as muralhas. Vejam só o festival de cores e beleza de tirar o fôlego!!





Ficamos um pouco mais por ali, sentindo a brisa até o retorno, tranquilo, a terra..

sexta-feira, 2 de março de 2012


CHATEAU VAUX-LE-VICOMTE - FRANÇA


Como todos sabem, são muitos os castelos da Europa, existindo roteiros que se dedicam à exploração de várias destas propriedades.

Um destes castelos, que ainda não é tão intensamente visitado, apesar de estar pertinho de Paris – somente cerca de 50 quilômetros – tem uma história absolutamente interessante e é belíssimo, muito bem cuidado e permite ao visitante fazer a visita com tranquilidade, sem aquela infinidade de turistas falando em todos os idiomas. Na realidade, na primeira vez em que fomos a este castelo, não havia outros visitantes; e na segunda vez somente umas poucas pessoas.



Mas, definitivamente, isto não quer dizer que o Castelo de Vaux-le-Vicomte não seja interessante. Pelo contrário!! Inclusive foi utilizado em diversas produções cinematográficas, como O Homem da Máscara de Ferro e Maria Antonieta.

O castelo, de propriedade do superintendente de finanças do Rei Luís XIV, Nicolas Fouquet, foi lindamente construído em estilo barroco, sob a responsabilidade do arquiteto Vau, o pintor Le Brun e o paisagista Le Nôtre, os mesmos que posteriormente, por ordem do rei, construíram o Castelo de Versalhes, dizem que motivado pela inveja...



O fato mais relevante da história do castelo ocorreu no dia 17 de agosto de 1661, quando Fouquet deu uma festa para receber o rei Luís XIV e sua corte, celebrando o final dos trabalhos de melhorias realizado do castelo, cuja beleza deslumbrou a todos. Nesta festa de inauguração, foi apresentado um espetáculo de Moliére e, ao final, um festival de fogos de artifício. Diz-se que, a partir de então, este foi o modelo utilizado para as festas reais futuras.



Conta-se que o rei, antes da realização da festa, já tinha a intenção de prender Fouquet, o que ocorreu em setembro do mesmo ano (a ordem de prisão foi cumprida por D’Artagnan), com a sua condenação à prisão, onde permaneceu por longos anos. Há versões que defendem que era Fouquet o prisioneiro conhecido como Máscara de Ferro.

Bom, feita esta alusão à história do castelo, vamos aos detalhes práticos!

Para chegar ao castelo, preferimos contratar uma van, porque viajamos com diversos amigos, o que facilitou o acesso, já que, de outra forma, seria preciso pegar um trem e depois uma navette, dependendo do horário, até lá. Na primeira visita, o guia que nos levou era um tanto apressado e nos deixou com gosto de “quero mais”. Daí o retorno ocorrido em outra viagem, sendo que, nesta segunda, contratamos em Paris o guia Luiz, que nos transportou ao castelo, onde ficamos com muito mais tranquilidade para explorar a sua beleza.

A estrada no trecho chegando ao castelo é bonita, como mostra a foto que tiramos no caminho.



 Um detalhe interessante é que, ao entrar no castelo, é possível aos visitantes alugar trajes de época, para entrar no clima mais rápido... Quando fomos, algumas crianças estavam sendo vestidas com estas roupas. Estavam lindas!!

O castelo é muito bem cuidado, com um museu de carruagens logo na entrada e, em seguida, entramos diretamente em seus jardins simétricos, com diversos lagos e fontes. Estava um pouco frio, com uma chuvinha fina, mas deu para passear e explorar o local, além de capturar belas fotos.



 Dentro do castelo, chama a atenção o grande salão, em formato oval, o que não é muito usual.



 Também existem ambientes com manequins vestidos com roupas de época, reproduzindo os bailes e os trabalhos da cozinha do passado, o que não deixa de dar uma sensação estranha...


Também é possível subir ao domo, por um caminho labiríntico e uma escadinha bem íngreme, mas a vista dos jardins de lá vale a pena!!! Tiramos várias fotos da paisagem que circunda o castelo.


 Por fim, na saída, mais uma boa surpresa, porque existe uma loja de souvenirs, que não é como as outras. São produtos de bom gosto e de boa qualidade, inclusive de decoração. Para quem gosta de comprar, é ótimo!!

Saímos com a impressão que tínhamos voltado no tempo, com o sabor daquela época!!

domingo, 26 de fevereiro de 2012


LAJEDO DE PAI MATEUS - PARAÍBA - BRASIL


Quando se fala em sertão nordestino, a primeira impressão que se tem é de que corresponde a um deserto, com galhos secos e poeira somente. Mas não é bem assim.


 Estivemos no Cariri Paraibano, em um município considerado como um dos mais secos do país, com baixíssimo índice pluviométrico. Mas... Surpresa!!! Em primeiro lugar, estava chovendo. Não muito, mas o suficiente para fazer brotar toda a beleza do ecossistema do semiárido!




 Flores belíssimas, até mesmo os rios correndo, lembrando que os rios, no sertão, não são perenes, sendo possível vê-los somente na época de chuvas.


Outra surpresa foi a presença de animais que não são vistos mais tão facilmente, como emas e seriemas soltas em seu habitat natural, sem falar na enormidade de lagartos que se deslocam rapidamente entre as trilhas e caminhos! E por que não? Sapos, rãs, cobras, tejuaçus (ou teiú-açus, como preferirem)...


Bom, primeiro, para chegar lá, não é exatamente fácil... Parte da estrada é de barro, pouco mais de 20 quilômetros, mas vale a pena.

O Hotel Fazenda Pai Mateus é rústico e tem chalés confortáveis, com todas as comodidades, como camas box, banho quente, ar condicionado... Além do mais, para quem quer descansar é o paraíso. Nada de celulares, simplesmente não pegam... Perfeito!!!

Também não existem televisores nos quartos, o que agrada alguns e desagrada outros.. Eu, particularmente, adorei!

Travado conhecimento com as acomodações, partimos para a exploração do hotel. Charmoso, com instalações bem pensadas, inclusive para a convivência entre os hóspedes, sendo possível contemplar os preás à procura de alimento e pássaros de várias espécies de um lado para o outro. Basta deitar no redário (para quem não sabe o que é, trata-se de um ambiente normalmente sem paredes, onde ficam armadas várias redes, para a prática do esporte mais prazeroso da terra: fazer nada) e ficar apreciando...

Superada a preguiça, os passeios são de tirar o fôlego, sendo difícil de acreditar que estamos em plena caatinga!

Primeiramente, fomos a uma formação rochosa, chamada Saca de Lã, porque tem a aparência de sacas de algodão empilhadas... Infelizmente, não pudemos chegar lá, porque o rio começou a correr e não dava passagem, mas valeu pela beleza, como se pode ver da foto...


Imperdível conhecer o mais famoso lajedo da região, o Lajedo de Pai Mateus, que tem este nome em homenagem a um curandeiro que viveu em uma das furnas lá existentes...


 É um sem fim de pedras redondas sobre um grande lajedo, algumas bem interessantes, como a Pedra do Capacete e a Pedra do Sino, que faz o barulho característico deste.




Depois de tiradas as fotos, constatamos que uma delas se assemelha a uma pessoa deitada de lado.




Também muito interessante é o Lajedo do Bravo, onde o guia Djair discorre sobre a vida dos antigos índios que habitavam a região. Lá existem pinturas rupestres e furnas que dizem ter sido um cemitério naquela época. Tudo absolutamente belo, com cactos brotando das pedras, formando um jardim, e uma infinidade de macambiras enfeitando aquela imensidão.




Ah, não tem como não falar da comida feita no hotel... Pratos regionais, com um tempero que não dá para explicar, incentivando o pecado da gula... Não percam a galinha à Tota Lucena, cozida na cachaça! É de comer rezando!


Também visitamos a cidade de Cabaceiras, distante cerca de 25 quilômetros do hotel, onde, na entrada, está o letreiro “Roliúde Nordestina”, assim mesmo, abrasileirado, porque várias produções cinematográficas já foram rodadas lá, sendo a mais conhecida o Auto da Compadecida de Ariano Suassuna.



Uma cidade pequenina, com todas as características das cidades do sertão nordestino. Interessante conversar com Zé de Sila, que tem um misto de antiquário e lojinha de artesanato, com fotos de sua participação em diversas destas produções de cinema e televisão.


A devoção ao bode está em todo lugar na cidade, com estátuas do animal e, segundo os habitantes, a festa mais esperada é a do Bode Rei, em junho.

Foi uma boa surpresa esta viagem e já estamos nos preparando para voltar!!!