sexta-feira, 13 de abril de 2012


SANTUÁRIO DOM BOSCO – BRASÍLIA - BRASIL


Localizado em plena zona urbana de Brasília, na movimentada avenida W3, próximo ao setor hoteleiro da Asa Sul, está o Santuário Dom Bosco, uma enorme igreja em estilo moderno - como toda a arquitetura da cidade – que se confunde com os demais prédios, não fossem as cruzes características dos templos católicos em sua fachada.



Ao entrar no prédio, a sensação é estonteante, um verdadeiro banho de luz azul!


A igreja foi construída para homenagear São João Bosco, padroeiro de Brasília, tendo sido projetada pelo arquiteto Cláudio Naves.

Conta-se que o santo, no século XIX, sonhou com grandes riquezas em determinado ponto do planalto central do Brasil, o que foi determinante para a escolha do local onde foi erguida a cidade de Brasília. As portas do santuário têm relevos que contam os sonhos de São João Bosco.



Quando se está dentro da igreja, nota-se que se compõe de colunas de 16 metros de altura, com arcos góticos no topo, decoradas com vitrais em diversas tonalidades de azul com detalhes em branco, que, dependendo do ângulo do sol, dão uma luminosidade diferente a cada hora do dia.


Também existem colunas em tom de rosa nos cantos do edifício.

Chama a atenção o imenso lustre que fica no centro da igreja, que tem 3,5 m de altura, 5 metros de diâmetro e se compõe de 7.400 peças de vidro Murano, pesando cerca de 3.000 kg!


Por sua vez, o altar se constitui em um bloco maciço em mármore cor de rosa, com um enorme Cristo crucificado em cedro, contando a igreja, ainda, com grandes imagens do santo padroeiro e da Virgem Maria.


Realmente, uma ilha de luz e de tranquilidade, com acesso a todos durante todo o dia, podendo-se fazer a visitação entre 8:00 e 18 horas.


Ou seja, dá para escapar do estresse das reuniões, do trabalho, do trânsito e mergulhar um minutinho na atmosfera de tranquilidade e esplêndida beleza da igreja!!

sexta-feira, 6 de abril de 2012


BOSQUE DOS NAMORADOS – NATAL – BRASIL

Recebemos alguns pedidos para que postássemos alguma coisa sobre Natal. Afinal, moramos nessa cidade!
Bom, diante disto, pensamos sobre o assunto e resolvemos falar sobre o Bosque dos Namorados, que é o portão de entrada do Parque das Dunas, para fugir do óbvio que é postar sobre praias e praias, todas tão conhecidas dos brasileiros e alguns estrangeiros.


O Bosque, como é mais conhecido pelos habitantes de Natal, é um parque que está situado dentro da cidade (possui aproximadamente 7 hectares), com amplos espaços para caminhadas, cooper e com brinquedos para crianças de todas as idades, além de possuir algumas áreas para manifestações culturais (anfiteatro e auditório), piqueniques, bancos para descanso, e, ainda,  um lago artificial. Nele existe também um Centro de Pesquisa, com laboratórios de Zoologia e de Botânica. Ou seja, é muito frequentado pelos natalenses e moradores da cidade, mas não muito pelas pessoas que não moram aqui.


Atualmente o parque é aberto do início da manhã – e isto aqui é bem cedinho, a partir das 5h – até seis horas da noite, de terça-feira a domingo e feriados.

Além do espaço para atividade física e brincadeiras de crianças, existe um restaurante e uma lanchonete dentro do parque.
Para quem gosta de trilhas, a administração do Bosque oferece três opções, sendo a menor a Perobinha, com 800m de percurso (30 a 40 minutos); a Peroba, com 2.400m (cerca de uma hora e meia); e a Ubaia Doce, com 4.800m (aproximadamente 2 horas e 30 minutos).


As trilhas ocorrem pela manhã as 8:00h, 8:15h e 8:30h e à tarde a partir das 14:00h,14:15h e 14:30 horas, com agendamento prévio que pode ser feito pessoalmente ou por telefone.
Escolhemos a trilha mais longa – Ubaia Doce -, porque achávamos que estaríamos preparadas fisicamente para percorrê-la. Aí está a primeira visão do percurso!


A trilha é guiada, sendo obrigatória a presença do guia, que nos orienta sobre a Mata Atlântica, e também de seguranças, porque os atalhos sobre as dunas também são usados pela população para alcançar as praias situadas na Via Costeira.

Passamos a maior parte do tempo no percurso protegidos do sol pelas árvores que compõem a parte da Mata Atlântica ainda existente e que integra também o Bosque dos Namorados, com a biodiversidade específica deste bioma.  Ou seja, vimos alguns animais, mas não muitos, porque a maior parte tem hábitos noturnos.


Bom, na realidade, não estávamos tão preparadas assim para a trilha, mas conseguimos, a um certo custo, completá-la; não é uma trilha de nível difícil, mas requer condicionamento físico, com subidas um tanto íngremes e descidas escorregadias, em razão da quantidade de folhas mortas no chão.
A vegetação é bem interessante, até cactos nascem no local!


O final do trajeto – e metade da trilha, já que temos que fazer o percurso de volta – é um mirante que fica na duna que margeia a Via Costeira, com uma linda vista da orla, inclusive do Morro do Careca, na Praia de Ponta Negra (não dá para não falar de praia...)!



domingo, 1 de abril de 2012


INSTITUTO RICARDO BRENNAND – RECIFE - BRASIL

O Instituto Ricardo Brennand fica em Recife, próximo ao campus da UFPE e do IFPE.

Logo na entrada, o visitante é recepcionado por uma linda entrada margeada de palmeiras imperiais, que dá a primeira noção do que vai ser visto. Deixamos o carro no estacionamento, que é bem amplo e nos dirigimos para o conjunto das construções (são três prédios).


A primeira surpresa é o estilo das construções, sendo o complexo conhecido como Castelo São João, exatamente por isto, parece um castelo medieval, apesar de se tratar de uma construção recente. As construções têm alguns detalhes interessantes, como uma ponte levadiça, altar gótico e vitrais lindíssimos!





Quando chegamos, fomos ao prédio onde está exposta a coleção de objetos históricos de diversos períodos, o que inclui esculturas, pinturas, desenhos, porcelanas, arte religiosa, tapetes, enfim, um acervo tão vasto que uma visitinha de algumas poucas horas não é suficiente para se apreciar tudo! Também fazem parte do acervo documentos, livros, moedas e mobiliário.





Na entrada, tem uma fonte, com uma escultura, onde os visitantes jogam moedinhas e formulam um desejo!



Em um outro prédio fica a exposição de armas brancas, com um dos maiores acervos do mundo, com mais de três mil peças, incluindo todos os tipos de instrumentos perfurantes e cortantes, decorados ou não, além de armaduras inteiras, vindos de várias partes do mundo.





São tantas as obras em exposição e que merecem uma visita mais demorada para que se possa ter a exata noção do que está à vista do visitante.



E, além disto, não se pode deixar de falar do imenso parque que circunda os edifícios, onde são expostas um sem número de esculturas, dentre elas uma cópia da famosíssima David, de Michelangelo.



Os bancos espalhados pelo parque são também uma atração. Vejam aí embaixo!!!


Chama a atenção o fato de o lugar ser super bem cuidado, com imensos gramados e, como não poderia deixar de ser, tivemos uma boa surpresa ao sairmos do local: as garças estavam se preparando para o seu sono, ocupando os seus lugares nas árvores próximas ao lago!

Um belo espetáculo da natureza!!

sexta-feira, 23 de março de 2012


TURISMETRÔ – SÃO PAULO - BRASIL



São Paulo, por seu tamanho e quantidade de opções, é destino de muitas pessoas, seja para fazer turismo ou para negócios, mas existe uma opção diferente para olhar pontos interessantes da cidade, o Turismetrô, que tem cinco roteiros pelos locais históricos em sábados e domingos, com guias bilíngües e especializados. E o deslocamento é feito pelo metrô!!!



Tudo começa na Estação da Sé. Primeiro, escolhemos uma entre as cinco opções de roteiros – o primeiro, Turismo na Sé - que o programa oferece, fazendo a inscrição em seguida (tem que fazer com até trinta minutos de antecedência) no balcão exclusivo lá existente. Depois compramos os bilhetes necessários!


Durante o percurso, os guias contam a história de São Paulo e há intervenções artísticas realizadas por atores que interpretam diferentes personagens em alguns pontos dos trajetos, contando curiosidades de uma forma divertida e dinâmica.


Saímos com destino a Estação São Bento. A partir daí, visitamos a Igreja de São Bento (com visita interna); Largo de São Bento; Praça Antônio Prado; Rua 15 de Novembro; Rua do Comércio;Largo do Café; Praça do Patriarca; Igreja Santo Antônio; Rua da Quitanda; Centro Cultural Banco do Brasil (com visita interna); Pateo do Collegio (com visita interna); Capela do Beato Padre Anchieta; Casa nº 1; Beco do Pinto; Solar da Marquesa (com visita interna); Centro Cultural da Caixa Econômica; Praça da Sé; e Marco Zero Catedral da Sé (com visita interna à Catedral).



O passeio dura cerca de 3 horas e é todo feito a pé, por isso é preciso ter uma certa disposição, mas o esforço é recompensado, porque a exposição dos guias equivale a uma verdadeira aula de história e a apresentação dos atores é realmente surpreendente!


Ademais, os detalhes da arquitetura desses imóveis seculares são de um esplendor indescritível!

O prédio do Centro Cultural Banco do Brasil data de 1927 e é extremamente bem conservado; possui muitos detalhes em latão que, de tão dourado, parece ouro. Para visitar o antigo cofre do Banco, que fica no subsolo do prédio, pegamos um elevador daqueles bem antigos, com portões de ferro. Lá, nos deparamos com as portas originais do cofre que impressionam pela largura, tamanho e peso.




É incrível como poucas pessoas conhecem essa opção de passeio em São Paulo! Esperamos retornar para fazermos os outros roteiros e conhecer mais da grande metrópole do Brasil!..


sexta-feira, 16 de março de 2012


BAALBEK - LÍBANO


O Líbano, país pequenino com pouco mais de 10.000 km2, encravado no Oriente Médio, em zona conflituosa desde há muito, reserva boas surpresas a seus visitantes.


A capital é uma cidade alegre, com uma vida noturna intensa e vem tentando se recuperar das guerras que assolaram o país em um passado recente.

Dentro de um território tão pequeno, é espantosa a variedade de atrações que se oferecem aos turistas.

Um litoral belíssimo, banhado pelo Mar Mediterrâneo, montanhas nevadas e muita história, espalhada em todos os lugares, podendo se fazer referência às cidades de Tiro – onde há ruínas em profusão -, Sidon, Biblos e outros lugares que merecem uma visita, como a Harissa e a tumba do escritor Gibran.

Mas o lugar que mais nos impressionou foi Baalbek, cidade localizada no Vale do Bekaa, mais especificamente a cidade antiga, que se compõe de ruínas do período greco-romano, e que é patrimônio mundial.
A cidade fica a uma distância aproximada de 90 km da capital, Beirute, tendo o nosso deslocamento sido feito de carro, contemplando lindas montanhas cobertas de neve, já que viajamos no inverno. As estradas são sinuosas, com alguns trechos precários, lembrando certas estradas do nosso Brasil.

Chegando lá, a grandiosidade dos monumentos impressiona!

Baalbek, segundo os registros, foi uma cidade fenícia, onde se cultuava o deus Baal – lembram das aulas de história? -, deus das tempestades e da chuva, passando posteriormente a ser chamada de Heliópolis, que quer dizer Cidade do Sol.

Atualmente, é possível a visitação ao complexo de três templos da época romana, dedicados aos deuses Baco, Júpiter e Vênus.

O templo que está em melhor estado é o de Baco, com arquitetura peculiar, sendo possível entrar e apreciar os detalhes da decoração, de entalhes, que descrevem o culto àquele deus. Foi-nos informado pelo guia que a Igreja da Madalena em Paris teve inspiração neste templo.


Por sua vez, do templo de Júpiter somente restaram seis colunas enormes de granito, com 22 m de altura e 2,20 m de diâmetro, constando que, originalmente, existiam doze destas colunas.


Ainda existem resquícios do templo de Vênus, que tinha planta original circular.


O que ainda se vê de Baalbek resistiu a vários terremotos, sendo que o ocorrido em 1759 causou o desmoronamento de três das nove colunas ainda existentes na época no templo de Júpiter.

A impressão causada pela grandiosidade é enorme! Curioso imaginar como seria aquela cidade em seu pleno esplendor!

Para percorrer as ruínas, tivemos o acompanhamento de um guia libanês contratado no local mesmo, que morou por muitos anos no Brasil, falando consideravelmente bem o nosso idioma, o que facilitou a compreensão sobre os lugares e detalhes do local.

Atualmente, no verão, ocorre nas ruínas o Festival Internacional de Baalbek, evento cultural, onde se apresentam artistas do mundo inteiro.


E, ao retornar, na estrada, ainda fomos presenteados com este pôr do sol!!