domingo, 11 de agosto de 2013

Lisboa com Fernando Pessoa - Itinerário 1 - Parte II

Seguindo o trajeto iniciado na Parte I do Itinerário 1, sugerido por Fernando Pessoa:
Depois de descer do elevador, caminhamos um pouquinho e chegamos à Praça do Rossio, sendo seu nome Dom Pedro IV, que vem a ser o nosso D. Pedro I, um espaço largo, onde ocorrem as grandes manifestações na cidade.

 
Dizem que a estátua que está no centro da praça não é de D. Pedro, mas do Imperador Maximiliano do México, não se sabe por qual razão. Também dizem que isto é lenda!
 
 
Alguns lugares mais tradicionais de Lisboa estão situados na praça, como o Café Nicola e a Pastelaria Suíça, onde se reuniam grandes nomes da literatura, como Bocage.

 
Ao fundo, está o Teatro Nacional D. Maria II, inaugurado em 13 de abril de 1846, durante as comemorações do aniversário da princesa, motivo porque leva o seu nome. O teatro foi construído sobre os escombros da antiga sede da Inquisição.
 
Bem próximo daí está a Igreja de São Domingos, que, apesar de não ter sido citada no roteiro de Fernando Pessoa, tem grande importância, porque nela eram realizadas as cerimônias reais, como casamentos, enterros e batizados. A igreja foi praticamente destruída por um incêndio e reaberta ainda apresentando as suas marcas.
 
A Estação do Rossio está em um belíssimo prédio em estilo manuelino, chamando a atenção com os seus arcos em forma de ferradura, estando em pleno funcionamento, inclusive com a linha de trem que liga Lisboa a Sintra.



 
A Praça da Figueira é uma balbúrdia de ônibus e elétricos, tendo em seu centro uma estátua de D. João I, com cafés e restaurantes.

 
Ali está instalada a tradicional Confeitaria Nacional, com uma seleção de doces que é a perdição dos aficcionados.
 
Também fica nesta praça o Hospital de Bonecas, que conserta e vende bonecas desde 1830, e encanta com suas vitrines cheia de brinquedos de sonho e miniaturas espetaculares!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Lisboa com Fernando Pessoa - Itinerário 1 - Parte I

 
O primeiro itinerário proposto por Fernando Pessoa e que consta do livro de João Correia Filho é chamado Terra à Vista, porque a maioria dos viajantes chegava a Lisboa por mar e, em consequência, desembarcava no icônico Rio Tejo, palco da história de Portugal e, por consequência, do Brasil.

 
A primeira atração listada é a Câmara Municipal, considerada por Fernando Pessoa como um dos mais belos edifícios de Lisboa, que tem grandes colunas e, na sua frente, um pelourinho. Em 1910 foi proclamada a República da varanda do edifício.

 
Caminhando uns poucos passos, chega-se à Praça do Comércio, que é conhecida como Terreiro do Paço, porque abrigou o palácio real por 400 anos, sendo símbolo da reforma feita pelo Marquês de Pombal depois do grande terremoto que assolou e praticamente destruiu Lisboa.
 
No centro da praça existe uma estátua equestre em bronze do Rei José I.

 
Grandiosa a praça, com um enorme arco do triunfo, onde está o Supremo Tribunal de Justiça, com numerosos cafés, galerias e turistas circulando. Em outras épocas, ali ocorreram cortejos de reis e rainhas, inclusive, o assassinato do Rei Carlos I e de seu filho Luís Felipe.
Depois de atravessar a praça, admirando a sua arquitetura, é hora de um pit stop, que pode ser feito no Café Martinho da Arcada, fundado em 1782, e considerado o café mais antigo de Lisboa, frequentado por Fernando Pessoa, que tinha mesa cativa e que é preservada até hoje.
 
Quando nos viu com o livro que falamos no post anterior, o atendente nos trouxe o folder do estabelecimento e nos presenteou com uma foto de Fernando Pessoa, que reproduzimos a seguir.
 
Saindo do café, seguimos pela Rua Augusta, essencialmente comercial, apreciando as vitrines, os cafés espalhados pela calçada (afinal, é verão!) e chegamos até o Elevador do Carmo, mais conhecido como Santa Justa, que leva da Baixa até o Largo do Carmo.


 
O elevador tem 45 metros de altura, equivalendo a um prédio de 15 andares. Além de sua arquitetura lindíssima, o entorno é de tirar o fôlego!

 
Uma fila bem razoável e subimos nós no elevador em estilo neogótico criado pelo português de origem francesa Raoul Mesnier Du Ponsard para admirar uma das vistas mais espetaculares de Lisboa, mais bonita ainda sob a luz do verão!



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

LISBOA COM FERNANDO PESSOA

O autor João Correia Filho escreveu, com base em um roteiro turístico criado por Fernando Pessoa escrito originalmente em inglês, o livro Lisboa em Pessoa.  
 
É assim que são listados alguns roteiros, com tudo o que Pessoa achava interessante e importante para o turista conhecer em Lisboa.
Resolvemos então fazer os roteiros e as postagens acompanharão a sugestão feita pelo autor, mencionando trechos do livro e as impressões que tivemos de cada um deles, ilustrados com fotografias tiradas por nós.
 
 
Lembrando que Lisboa é uma linda cidade cheia de recantos que valem a pena ser explorados!

sexta-feira, 12 de abril de 2013


PETRA – JORDÂNIA
 


A história menciona que a ocupação da região de Petra ocorreu cerca de 1.200 anos a.C, tendo sido ela parte de uma rota comercial entre a Península Arabíca e a Síria.

Aproximadamente três séculos antes de Cristo, os nabateus passaram a ocupar a região e Petra foi designada como sua capital, tornando-se ponto de encontro de caravanas.

Posteriormente, Petra esteve sob o domínio romano, tendo sofrido terremotos ao longo de sua história, inclusive durante grande período de tempo esteve “perdida”.

Feita esta pequena introdução, é necessário dizer que Petra impressiona!

Chega-se ao local através de estradas razoáveis, parando-se na cidade. A partir daí, faz-se uma boa caminhada (para os mais dispostos) para se ter acesso àquelas imagens de filme (lembram de Indiana Jones e a Última Cruzada?).


Os mais preguiçosos podem alugar um cavalo para chegar à entrada do desfiladeiro que dá acesso a Petra, mas o bom mesmo é curtir cada pedacinho, prestando atenção aos detalhes.

Inicia-se então a caminhada pelo desfiladeiro (dos dois lados passava o aqueduto que abastecia a cidade), até que, de repente, perde-se o fôlego!



Entrevê-se o Tesouro! Isso mesmo, aquela imagem do filme de Indiana Jones!


 
Depois disto, anda-se um pouco mais e se inicia a série de construções escavadas nas rochas e acaba-se por se compreender porque Petra é chamada de a cidade rosa!


 

 
De resto, é somente explorar o local, andar muito ou alugar um taxi (camelos, jegues) e driblar a enormidade de vendedores de todo o tipo de produtos que existem no local, como aliás, em qualquer lugar árabe.


 
No fim, o cansaço, mas a alegria de ter visto uma das sete maravilhas do mundo!


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

 
MAR MORTO

O Mar Morto é, na realidade, um lago que existe no Oriente Médio, entre Israel e a Jordânia, com pouco mais de 1.000 km², alimentado pelas águas do bíblico Rio Jordão, onde teria ocorrido o batismo de Jesus, estando abaixo do nível do mar (mais de 400 metros).


Dizem que é um mar fadado a desaparecer, porque as águas do Rio Jordão vêm sendo captadas para outros usos, como irrigação, dada a escassez de água potável na região. Em razão disto, constatou-se que, nos últimos cinquenta anos, o Mar Morto perdeu por volta de um terço de sua superfície – baixando mais ou menos um metro por ano - , inclusive em razão da evaporação. Pode ser preocupante, mas o espetáculo das margens cobertas com sal é de rara beleza!


A denominação Mar Morto decorre da grande quantidade de sal encontrado em suas águas, o que torna praticamente impossível a existência de peixes e outros seres, sendo nele encontradas somente algumas bactérias.
Além de todas estas peculiaridades, o cenário é realmente muito bonito, com as águas contrastando com a paisagem árida.

E interessante é que a água é cristalina, dá para ver as pedras do solo com facilidade!


E de fato, é uma experiência e tanto entrar nas águas do Mar Morto – tem um cheirinho peculiar – e se constatar que é preciso fazer um certo esforço para permanecer de pé, porque a excessiva quantidade de sal impulsiona o corpo para se manter na linha d’água. Daí a clássica fotografia com o jornal na mão, para provar que é possível permanecer boiando sem qualquer esforço!


Dizem que as cidades de Sodoma e Gomorra estavam nas proximidades do lago e foram tragadas por ele. De qualquer forma, no lado jordaniano, há uma formação rochosa que os locais dizem se tratar da mulher de Ló, que, ao voltar-se para Sodoma, contrariando as ordens de Deus, teria se transformado em estátua de sal.

Discussões à parte sobre a veracidade ou não da história, é bem interessante ver o efeito dado pelas rochas, lembrando que há também no lado israelense uma outra estátua que dizem também ser da mulher de Ló.
Às margens do Mar Morto estão concentrados hotéis e spas para tratamento com a sua conhecida lama, com toda a estrutura para que o turista ou paciente desfrute do local.


E, por fim, o pôr-do-sol que encanta pela singularidade da paisagem!